
E sempre no ultimo dia do ano as pessoas param, esquecem, ou pelo menos tentam esquecer frustrações, intrigas, mágoas, derrotas e tudo o que possa impedir um início de ano novo com o “pé direito”.
Mais um ano se vai e outro se inicia; foram trezentos e sessenta e cinco dias que passaram; quantos serão no próximo? Só Deus sabe.
Viver um dia de cada vez, como se fosse único, parece fácil, afinal, é só um dia!
Mas quando chegamos ao final de um ano inteiro, então conseguimos nos dar conta da dimensão que esses dias tiveram na construção da pessoa que nos tornamos, ou por escolha própria, ou por escolha da vida.
Quer ver?
Começamos achando que o amor de verão será pra sempre, mas ele acaba com a chegada do outono. Acreditamos em amizades que na verdade nem são tão verdadeiras, mas em troca temos a chance de conhecer novos e verdadeiros amigos.
Entramos no ano com o melhor que poderíamos dar, com as melhores expectativas e sentimentos, e o encerramos com tudo isso transformado em consciência de dever cumprido ou novas metas para o futuro.
O novo ano sempre chega com Fé, que ao longo dos dias se transforma em esperança.
Então aprendemos que Fé nem sempre é suficiente para que seus desejos se realizem, porque acima dela está a vontade de um Deus que conhece o principio, meio e fim de todas as coisas.
No dia primeiro somos alguém com desejos, objetivos e convicções. Mas, quando chegamos ao último dia trinta e um do ano, percebemos que nos tornamos muito melhores do que já fomos, percebemos o quão uteis podemos ser na caminhada da vida e que nos tornamos a pessoa que jamais imaginamos um dia.
Hoje eu vejo que trezentos e sessenta e cinco dias é tempo suficiente para transformar as pessoas, moldar caráter, revelar fortalezas, mostrar fraquezas, trazer lembranças e fazer se perder no caminho da vida.
Valores são modificados e prioridades colocadas e pauta. Sentimentos são descobertos. Tudo aquilo que você jurava que seria igual para sempre, de repente se transforma.
Tudo isso no simples toque de um ano que passou.
“João disse para Maria: ‘Vamos deixar migalhas de pão, e juntos encontraremos o caminho de casa. Porque perder o caminho seria uma das piores coisas. ’
‘Esse ano eu perdi meu caminho! E perder o caminho dessa maneira foi infeliz, mas perder a razão dele é de fato mais cruel.
E quando você se perde, tem duas opções: achar a pessoa que você é ou perdê-la completamente.
Porque às vezes, você tem que se dar conta da pessoa que é, se lembrar da pessoa que você está sendo e a pessoa que procura ser. A pessoa que você gostaria de ser!
George Bernand Shaw uma vez escreveu: ‘Existem duas tragédias na vida. Uma é perder o que o seu coração deseja. A outra é conseguir. ’
As tragédias acontecem! O que vai fazer? Desistir? Abandonar? Não. Agora entendo que quando você se magoa, precisa lutar para garantir que continue vivo. Porque você está vivo!
E a dor que você sente? É a vida. A confusão e o medo? São para lembrar que em algum lugar existe algo melhor. E que vale a pena lutar por isso.
Ao lutar pelas coisas que queremos, pelo que achamos que fará nossa vida melhor – o dinheiro, a popularidade, a fama – ignoramos aquilo que realmente importa. As coisas simples como a amizade, a família, o amor. As coisas que provavelmente já tínhamos.
Este ano, eu tive tudo o que desejei. Mas, no caminho, eu perdi muito mais. ’
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