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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Daqui ate Assis C.

Quinta-feira, 25 de novembro de 2010, aproximadamente 16h00min.

Estamos eu, meu pai, minha mãe, irmã e avó com nossos traseiros sentados no banco do carro em uma viagem de aproximadamente 7 horas, se seguirmos em uma velocidade constante de... Enfim.

A viagem já foi bizarra desde seu inicio, quando saímos de Curitiba. A propósito o destino final é uma cidade pacata do interior do Paraná, que atende pelo nome de Assis Cheateubriand.

Continuando, a saída de casa já foi um tanto embaraçosa, devido ao fato que minha querida avó (sem ironia )decidiu nos acompanhar nesta “deliciosa”(ironia) viagem.

Não se trata da companhia dela, é obvio que não. Se trata exclusivamente da disponibilidade de espaço no carro. Um porta-malas com 4 malas que mais parecem um baú, mais sacolas e um monte de coisas que sempre encontramos para levar pros lugares, mesmo não usando nem metade. Pois bem, minha avó nem se importou em ir sentada no meio.

Depois disso vem o desconforto, é serio. Carro é muito bom, desde que não seja para ficar ali por tantas horas seguidas. Isso acaba com qualquer um.

Vou fazer uma confissão aqui. Quase morri, ou melhor, morremos. ” Papai querido” resolveu fazer uma ultrapassagem, digamos que não muito segura. E uma caminhonete quase nos engoliu.E depois um caminhão, mas desta vez a culpa não foi do meu pai.

Cerca de três horas sentado estava deixando minhas nadegas anestesiadas, e parecia que meus ossos iam perfurar o banco. Mas meu pai generoso resolveu parar em uma lanchonete de nome O PASTELAO, simples até, mas o pastel com carne deles era muito, mas muito bom mesmo. E grande. Parecia um bolo. (foto abaixo)

Saímos da lanchonete, e estamos seguindo viagem. Animo pra que te quero, afinal não estamos nem na metade do caminho.

As coisas estão melhorando aqui. Uma viagem em família ao som de Bee Gees.

E o resto da viagem foi um sucesso! (na medida que não aconteceu mais nada de importante para ser relatado aqui)

Chegamos em A. Cheateubriand por cerca de 20:45min. A primeira coisa que fiz foi verificar se havia saído o edital do vestibular de verão da UFPR, que prestei há duas semanas.

Foi o suficiente para acabar com a viagem e derrubar todos os meus planos por terra. A decepção nem foi tanto por não ter passado, mas sim por ter perdido um meio ano me

“empenhando” e esperando por um resultado no fim da batalha. O que me conforta é que não fui o primeiro nem o único que não passou. Não sou cretino, apenas não sou hipócrita. É bom saber que não sou o único lerdo na face da terra.

Fiquei mais abatido ainda quando olhei o edital do curso de design e constatei que minha irmã havia passado. Não por ela, afinal é lógico que eu gostaria que ela fosse aprovada, mas, me senti mais incompetente ainda. O porquê disso? Simples. Ela não trancou a faculdade para fazer cursinho, diferente de mim.

Todos insistem nas mesmas palavras de conforto, como se alguma delas fosse inibir minha vontade de... Sei lá.

Estou tentando encontrar o lado positivo disso tudo. Não voltar pra merda do cursinho, terminar minha auto-escola, voltar pra universidade perfeita que eu estava.

Motivos não faltam mesmo, mas não é tão simples assim.

Eu vou sobreviver. Espero.

Amanha é um novo dia, e tudo vai se resolver. A tristeza é momentânea e eu vou esquecer logo que não fui aprovado.

Prefiro acreditar que se não passei foi porque Deus tem outro plano pra mim.

Não sei se já falei isso, mas eu tenho uma dificuldade tremenda de lidar com as coisas incertas da vida. Sou do tipo extremista, ou 8 ou 80. Adoraria se Deus viesse aqui falar comigo e esclarecesse tudo onde acertei ou errei, e se colocasse em evidencia qual são os planos dele para minha vida.

Agora, desilusões profissionais a parte, Assis Cheateubriand é um verdadeiro encanto de cidade. Apesar do calor imenso que faz, a sensação de liberdade faz você desfrutar com muito mais intensidade cada minuto aqui. Isso tudo sem falar da companhia de quem esta ao seu lado. A frase do dia é:” É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanha”. Simplesmente por que estou chegando a conclusão que existem coisas na vida que são muito mais importantes que não ser aprovado em um vestibular.

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