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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Enfim dezoito *-*

O tempo amanheceu nublado, mas foi apenas o despertar do sol e do dia radiante que estava pela frente.

Assim, decidi agora, será minha vida daqui para a frente. Hoje completo 18 anos de idade. Talvez eu não seja tão normal assim. Não dei pulos de alegria, e nem ansiei deslumbradamente este dia. É possível que tenha tido momentos, mas não desesperadamente.

É um misto de surpresa por saber que “agora eu sou responsável por mim”, com aquele medinho. “Será que eu estou preparado para ser dono de mim e responsável por meus atos?”; só o tempo vai responder.

Na verdade sempre acabamos respondendo por nossas atitudes, desde pequenos, mas sabemos que é diferente quando atingimos certa idade. Antes a preocupação era em prestar contas para os pais, e não que isso mude de um dia para o outro quando você passa de menor para maior de idade, mas vamos vendo aos poucos que nada mais deve ser respondido a eles ou a qualquer outra que não seja eu mesmo. É como fazer um cartão de credito; deixamos de nos preocupar apenas com o que vamos gastar, mas alem disso nos preocuparmos em como vamos pagar a fatura do cartão. Pode ser um exemplo meio, ou totalmente idiota, mas acaba sendo a realidade da vida de cada um.

Esta chegando o momento, e eu me arrepio de pensar. Chega um momento que somos exatamente como as águias, vamos sendo lançados do mais alto da montanha justo por quem mais amamos. Os sentimentos se confundem e diversas vezes nos perguntamos o porquê daquilo.

Mais tarde entendemos que foi tudo por amor. Foi por amor que eles nos corrigiram, foi por amor que eles nos proibiram de fazer o que julgávamos ser correto naquele momento de impulso, e é por amor que eles nos lançaram do alto de uma montanha.

Aprender a voar sozinho, batendo as próprias asas e indo em busca do que acredita.

Ontem mesmo meu pai ainda falou: “Eh filho, daqui um dia eu já não vou mais mandar em você.”

Ao contrario do que muitos ai fariam eu chorei por dentro. Eu nunca quis isso.

Sabe quando você quer voar, você quer a independência, mas a insegurança de tudo isso é mais forte? Exatamente o que acontece.

Meu pai e minha mãe sempre cantaram uma musica para mim nos meus aniversários, mais precisamente nas vésperas de cada um.

A letra da musica dizia assim: “ Eu queria que você ficasse do tamanho de um pezinho de feijão, para lhe dar milhões de beijinhos, e lhe apertar bem junto ao coração, pra ser a minha eterna criança, tão alegre a brincar e para sempre inocente, pra jamais deixar de sonha. É que o tempo vai passando e de pressa vai voando, vai levando meu menino já não sou mais seu herói. Só te preço o pai bondoso toma conta do meu moço, e que o sorriso de criança volte sempre me abraçar.”

O tempo passou, eu cresci, estou nos meus dezoito anos e, talvez eu não tenha aprendido grandes lições da vida, ainda não tenha aprendido a voar. Mas sei que se enquanto eu estiver voando na busca de meus sonhos,ao meu redor sempre estarão águias maiores me dando forças para continuar e prontas para me socorrer.


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